O Catecismo Revolucionário, escrito por Netchiaev, pode ser considerado o protótipo do terrorismo moderno. Para um revolucionário, nas idéias do anarquista fanático, não existe família, não existe Deus, não existe pátria, não existe amor, não existe amizade; tudo deve ser sacrificado pela causa revolucionária. Ele acabou fundando um grupelho de fanáticos, chamado “Narodnaye Volia”, “A Vontade do Povo”, cuja temática era a lealdade grupal sectária, no sentido de controlar os passos de cada militante. Curioso é pensar que um grupo de fanáticos se auto-afirmem a vontade popular, ainda que o povo não fosse consultado para isso. Cada discípulo, em nome do grupo, era obrigado a obedecer e delatar qualquer desvio contrário às idéias desse movimento. E a causa primeira de tudo era a revolução. Pela revolução era permitido trair, matar, aterrorizar, roubar e fazer qualquer coisa pela causa. Enfim, a mesma coesão obrigava o militante a se desumanizar e despersonalizar completamente, através de uma obediência cega e irrefletida ao grupo, tal como uma seita iniciática. Essa despersonalização era a destruição da consciência moral. E como o conceito “moral”, por assim dizer, era fazer tudo pela “revolução”, logo, matar, roubar, destruir era válido, contanto que favorecesse a causa. Essa era a “moralidade” da causa. Netchiaev ficou famoso quando um dissidente de seu grupo quis sair do movimento e, como prova de lealdade, obrigou um de seus discípulos para que matasse o recalcitrante. Estrangulado, o rapaz ainda levou um tiro na cabeça do próprio Netchiaev. Entre seus correligionários, havia a adesão cega e o terror. Quem não obedecesse seria morto.
O crime chocou a sociedade russa do século XIX e serviu de inspiração a um dos maiores romances de todos os tempos: “Os Demônios”, de Dostoievski. Décadas mais tarde, a Rússia foi dominada pelos discípulos de Netchiaev: a revolução russa de 1917, quando os bolcheviques tomam o poder e iniciam o terror em massa contra a população civil. Lênin era o mais notório discípulo de Netchiaev, já que sua militância já provinha, de longa data, das atividades terroristas do populismo russo. Um exemplo claro de sua psicologia já se revela exposta em 1891: quando houve a grande crise de fome na Rússia, a grande maioria da população, incluindo os nobres e a família do czar, mediu esforços para salvar os camponeses da fome. Toneladas de alimentos e recursos foram doados para combater a miséria. Lênin foi um dos poucos russos que condenaram as doações de alimentos. Nas palavras dele, as doações de alimentos evitariam o processo revolucionário e, em suas conclusões, os camponeses deviam ser deixados morrer de fome, para explodir a revolução. Na prática, isso custou caro à Rússia: em 1921, Lênin, como ditador, causou a segunda maior fome da história russa, matando cinco milhões de seus concidadãos de fome. A dimensão da tragédia da fome na época de Lênin só foi superada pelo seu substituto Stalin, com a fome ucraniana de 1929 a 1932.
De fato, se o terrorismo moderno ganhou várias vertentes, o comunismo foi um dos movimentos que mais contribuíram para a disseminação do terror. Em particular, na América Latina, esse convite ao crime teve várias manifestações em grupos terroristas violentos, de inspiração comunista, financiados pela própria União Soviética e, posteriormente, por Cuba: a expansão de focos de guerrilha, no intento de destruir as democracias e implantar regimes totalitários no continente. As cenas que veremos agora demonstram claramente como o espírito de Netchiaev e de Lênin dominaram os trópicos no século XX e ainda ameaçam a América Latina, com a ascensão das esquerdas na Venezuela, Bolívia, Argentina e Brasil. O comunismo revolucionário na América Latina é parte do mesmo processo que assolou o século XX: violência e terror de forma indiscriminada.
11.1.Mitos da revolução cubana: o invólucro das mentiras.
11.2.Che Guevara: uma máquina fria de matar.
A fama de assassino de Che não começa em La Cabana: inicia-se na Sierra Maestra, onde ele fuzilou dezenas de cidadãos, considerados desafetos dele. Um caso em particular até hoje é controverso: um camponês chamado Eumidio Guerra, que lutava com os guerrilheiros em Sierra Maestra, tornou-se suspeito de ser espião de Batista. Todavia, uma boa parte dos companheiros de guerrilha não tinha certeza do caso e achavam que o indivíduo era inocente. Discordando de todo o resto, Che executou sumariamente o camponês. E ainda disse: “em caso de dúvida, matem”. Outros crimes também são atribuídos a Che: o de que ele também teria matado pessoalmente um de seus comandados que havia roubado um prato de comida. A maneira como Che tratava tanto seus subordinados, como seus inimigos era mal vista por muitos guerrilheiros da campanha, entre os quais, Jesus Carreras e Huber Matos. Quando ele tomou a cidade de Santa Clara, abriu novos pelotões de fuzilamentos sumários de soldados e oficiais capturados na cidade.
O paredão onde Che Guevara executou suas vítimas.
11.3. A desconhecida ilha-prisão do Caribe.
Coronel Cornélio Rojas, chefe de polícia de Santa Clara, fuzilado a mando de Che Guevara, em 8 de janeiro de 1959.
"Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario." Discurso de Che guevara na Organização das Nações Unidas.
(Che Guevara).

A imprensa não é poupada. Antigos opositores de Batista no jornalismo são perseguidos pelo novo regime e jornais, mesmo os que foram solidários a Fidel, na guerrilha, são fechados. A revista Bohemia, de Miguel Angel Quevedo, que reproduziu o discurso de Castro, é uma dessas vítimas. Deprimido, o dono do jornal acabou se matando, no exílio.
Expurgos no movimento revolucionário: Willian Morgan, guerrilheiro norte-americano e companheiro de Fidel Castro em Sierra Maestra. Rebelando-se contra as diretrizes ditatoriais e comunistas de Castro, foi preso, acusado de traição e fuzilado, em 1961.

"Gracias Fidel, por todo que los das". . .
Vivendo em abundância: libreta de racionamento de comida.
Transporte coletivo de primeiro mundo. . .
Cuba: um gigantesco favelão. Mais um sucesso da esquerda!
"Considero Cuba um avanço, comparada com o resto da América Latina, pelos simples fato de os índices sociais serem muito melhores"(Frei Betto).
Prisões cubanas: 1% da população na cadeia e denúncias graves de torturas, maus tratos e promiscuidade entre prisioneiros políticos e criminosos comuns. As duas últimas fotos são as chamadas "gavetas", solitárias cujo tamanho é menor do que o corpo do prisioneiro.
A doutrinação ideológica da juventude: o regime possui dôssies das atividades de suas crianças e são fiscalizadas deste o ínicio de suas vidas. Assim, se elas cooperarem com a ideologia do governo, o Partido Comunista define se elas podem ou não entrar em uma universidade.
Abril de 1980: um grupo de cidadãos cubanos rouba um ônibus e invade a Embaixada do Peru, em Havana. 10 mil cubanos aproveitam a falta de vigilância e pedem asilo político do país.
"Cuba libre sim". . .em Miami, perto do Bush "fascista".
Atualmente, estima-se que em Cuba, 20 mil pessoas foram fuziladas, 80 mil morreram afogadas ou metralhadas pela polícia de Fidel Castro no Golfo da Flórida e cerca de 1% da população, ou seja, mais de 100 mil presos, em um país de 11 milhões. Isso corresponde a quase metade da população carcerária brasileira, com quase 300 mil presos e, proporcionalmente menor do que o número de presos nos Eua, que corresponde a 0,5% da população americana. Contam-se quase 20% da população fora do país, ou seja, 2 milhões de cubanos.
12. Mao Tse Tung no Peru: o Sendero Luminoso abre uma ladrilha de cadáveres.
Interessante perceber que uma boa parte dos movimentos revolucionários mais criminosos do século XX surgiu nas universidades, em particular, na cabeça de intelectuais fanáticos. Tal como na Rússia do século XIX, os movimentos revolucionários, adotando a linhagem das utopias e engenharias sociais, idealizavam uma sociedade hipotética, ao preço de sacrifício da realidade e mesmo das vidas humana. Outra questão a ser notada é a auto-nomeação de legitimidade desses movimentos. Eles são iniciáticos, crêem-se partidários de algum tipo de iluminação, dizem-se representar o “povo”, ainda que o povo os trate com indiferença, salvo quando agem com violência contra esse mesmo povo que dizem representar. Desde o “Narodnaye Volia” de Netchiaev, grande parte dos movimentos terroristas elevam o culto do povo para declararem algum tipo de plausibilidade a sua selvageria e violência. E o comunismo, com suas premissas escatalógicas de destruição da velha sociedade pela nova, não foge a regra. Na verdade, são grupos que aspiram a um regime totalitário, na intenção de destruir a liberdade e impor o terror generalizado sobre a sociedade civil. E a universidade, antes um centro de saber, tornou-se uma fábrica de psicopatas, prontos para matar, destruir e desumanizar a sociedade, em favor de suas crenças.
O Sendero Luminoso nasceu da cabeça de um professor de filosofia de idéias radicais, Abimael Guzmán, a partir dos anos 60. Deslumbrado com a linha maoísta, Abimael Guzmán conseguiu adeptos estudantes e conquistou espaços, primeiramente, na Universidade Nacional de San Cristobal de Huamanga, orientando na disputa de cargos estudantis. No entanto, como não possuíam popularidade, a partir dos anos 80, descambaram para a violência. O sinal do Sendero Luminoso, um cachorro morto pendurado numa corda, era o inicio do terror. O Peru sentiu mais de dez anos de criminalidade ilimitada com o movimento terrorista. O grupo lembrava o Catecismo Revolucionário de Netchiaev, em sua versão moderna, uma espécie de seita iniciática fanatizada e rigidamente militarizada, cujos intentos ideológicos estavam acima dos próprios discípulos e mesmo de suas vítimas. O Sendero Luminoso (ou “caminho luminoso”) de Abimael Guzmán, ou “Presidente Gonzalez”, deixou um saldo cruel de mais de 50 mil mortes no país e outras dezenas de milhares de feridos. No auge do seu fanatismo, o líder afirmava que se fosse necessário matar milhões de peruanos, ele o faria em nome do socialismo. Em 1985, o terrorismo senderista ataca a capital Lima, e causa centenas de vítimas. Muitos camponeses que se recusavam a aderir ao movimento foram massacrados. Há histórias de crianças que foram raptadas, para servir como soldados para o grupo terrorista e, mesmo, filhos que mataram irmãos e pais, a mando do movimento. Outros povoados eram chantageados a dar abrigo ou logística ao grupo, sob pena de serem mortos. O Sendero Luminoso só foi esmagado quando o presidente Alberto Fujimori prendeu o líder Abimael Guzmán, em 1992. No entanto, recentemente, o Sendero acabou voltando no Peru, fazendo novos atos terroristas. Comenta-se que o narcotráfico seja um dos financiamentos do futuro Sendero Luminoso. Suspeita-se, inclusive, que o presidente Hugo Chavez, da Venezuela, no intento de espalhar movimentos revolucionários no continente, esteja também financiando seu ressurgimento.
O símbolo do terror: cães enforcados pelos terroristas do Sendero Luminoso. Os fanáticos diziam que era assim que os "inimigos do povo" deviam ser tratados.
O caráter paramilitar e sectário do movimento terrorista: millitantes do Sendero Luminoso na prisão prestam culto à personalidade a Abimael Guzmán.
Civis assassinados pelo Sendero Luminoso.
Um cidadão chora a morte de um policial, vítima do Sendero Luminoso.
Cadáveres abandonados. . .
Camponeses indígenas resgatados pelo exército peruano: eles tinham sido seqüestrados pelo Sendero Luminoso.
13. Farcs: assassinatos, terrorismo, narcotráfico e seqüestros.
A Farc (Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colômbia) é outro movimento comunista terrorista que tem as credenciais do espírito de Netchiaev: uma organização com idéias sectárias e obedientes ao espírito grupal e a criminalidade ilimitada como meta política e o uso do terror para conquistar o poder. O movimento terrorista surgiu em 1964, com o famoso líder Tijofiro, e veio das entranhas do Partido Comunista Colombiano e aterroriza com uma guerra civil, que até hoje dura mais de 40 anos no país. Ele compreende um exército de quase 20 mil soldados, e vive da prática de seqüestros, tráfico de armas e drogas. Inclusive, financia e orienta o crime organizado no Brasil, vide o PCC, que em 2006 atacou a cidade de São Paulo, matando dezenas de pessoas. Autoridades policiais creditam às Farcs aos métodos de treinamento de ataque às cidades, tal como o movimento fazia em muitas cidades da Colômbia. O grupo chegou a dominar 40% do território colombiano, espalhando o medo e terror sobre a população, cobrando taxas e confiscando propriedades, sob pena de execuções sumárias. As esquerdas latino-americanas, entre os quais, o PT (Partido dos Trabalhadores) no Brasil, apóiam francamente às Farcs, como “movimento revolucionário”, escamoteando os crimes e arbitrariedades dessa facção, que já matou 40 mil pessoas na Colômbia. Cerca de quase mil pessoas estão seqüestradas sob o jugo das Farcs. Na data da sua fundação, tinha o apoio de Fidel Castro e, recentemente, tem sólida adesão da Venezuela, em particular, Hugo Chavez, já que o movimento narcotraficante e terrorista se declara “boliviariano”.
Uma igreja destruída pelas Farcs.
Terrorismo: os civis são as maiores vítimas.
Ingrid Betancourt, senadora e candidata a presidência da Colômbia, seqüestrada pelas Farcs, em 23 de fevereiro de 2002.