segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Realismo socialista - Parte I

Eis aqui as imagens chocantes da mais absurda tirania da história humana! Não é o "realismo socialista" da propaganda mentirosa dos comunistas! É o realismo nu e cru do comunismo, quando ele é impostos na prática. Meias palavras bastam para desprezar tamanha tirania e ódio ao ser humano! No entanto, os crimes comunistas foram ignorados, sem nunca terem sido recordados.

1.O início do pesadelo: revolução russa de 1917.



A cena ao lado é a tomada do Palácio do Inverno, pelos bolchevistas, em 1917, ocasião em que se iniciou uma das mais sanguinárias ditaduras que se há notícia na história humana. Na verdade, essa foto não é real: é uma montagem dapropaganda comunista, no sentido de exaltar o golpe de Estado de outubro que derrubou a Duma, o parlamento russo e instaurou o regime totalitário. Nove décadas depois, este sistema deixou um rastro de mortes e destruição sem precedentes na memória da humanidade. E ainda é vangloriada como um modelo a ser seguido. Mas este é o problema: a humanidade não tem idéia da memória das atrocidades comunistas. É dever de todo homem de bem combater o comunismo!

2.O regime mostra sua face: começam os assassinatos em massa.


A assustadora cena foi tirada em Kiev, na Ucrânia, em 1919, quando cadáveres foram "desovados", depois que a Tcheka, a polícia política soviética, massacrou centenas de cidadãos inocentes e abandonou seus corpos. Era o início do Terror Vermelho. Categorias inteiras consideradas "reacionárias", "burguesas", "contra-revolucionárias", foram dizimadas pelos bolcheviques: comerciantes, profissionais liberais, intelectuais, empresários, estudantes, camponeses, oficiais do exército, nobres e mesmo qualquer um que se opusesse ao frenesi de violência ilimitada do regime. A única culpa desses cidadãos, na consciência perversa de Lênin e seus asseclas, era a de pertencerem a uma "classe inimiga".

2.1.Os bolchevistas atacam a Estônia - 1919


Em Walk, na Estônia, bolcheviques executam centenas de reféns entre as "elites" da cidade, para intimidar, saquear e aterrorizar a população civil. Posteriormente, a Estônia, junto com outras repúblicas bálticas, será vítima de grandes deportações em massa e extermínio de sua população civil, pelo regime de Stalin, quando da invasão do país, em 1940, pouco antes do pacto de aliança da União Soviética com Hitler.

2.3 O bolchevismo aterroriza a Polônia e a Hungria.


Como o apoio de Lênin, em 1919, os comunistas húngaros tomam o poder, e, seguindo a lógica criminosa dos bolcheviques, impõem o terror em massa. Na foto mais acima, o líder comunista húngaro Bela Kun, junto com seus camaradas, segura uma vítima torturada como troféu, a título de exposição. Décadas depois, Bela Kun será assassinado por Stalin, vítima do Grande Terror, nos expurgos do Partido Comunista de 1936 a 1938. Em outra foto, abaixo, militantes comunistas húngaros vangloriando-se com sua vítima torturada e morta.

Carteira de identidade de um agente da "Tcheka", abreviação de Vetcheka, antiga polícia política soviética, na época da revolução russa. A Tcheka foi responsável por centenas de milhares de mortes sumárias na guerra civil de 1917-1921. Durante toda sua história, seu nome foi modificado para GPU, NKVD e mais recentemente, KGB. Ela foi precursora dos assassinatos em massa e deportações de populações inteiras na época de Stálin e uma das organizadoras do sistema de campos soviéticos, o chamado Arquipélago Gulag.

Orcha, Rússia, 1918. Depois de inúmeras torturas, um oficial do exército polonês é pendurado em uma árvore e empalado vivo por soldados do exército vermelho. Vê-se na foto, uma estaca introduzida no ânus da vítima. Dois anos depois, Lênin envia tropas soviéticas para invadir a Polônia, sofrendo uma flagorosa derrota do patriótico exército polonês. A propaganda comunista não surtiu efeito entre os poloneses, que viam na expansão do bolchevismo, não somente como o terror em massa, como também a perda da soberania tão buscada contra o domínio do Império Russo. Em 1939, a Polônia seria o palco das piores atrocidades totalitárias: esmagada pelos nazistas a oeste, e pelos russos, a leste, sentirá o extermínio de uma boa parte de sua população civil e, depois da guerra, as amarras da tirania soviética, só desbaratada, a partir dos anos 80.





2.4. De pé, ó vítimas da fome. . .a Grande Fome de 1921-1922.


Lênin, a partir de 1919, iniciara uma política de confisco de grãos dos camponeses, que gradualmente levaria uma crise de fome em massa na população. A tentativa de planificar a economia, através do controle de distribuição de alimentos, mediante apropriação forçada dos grãos dos camponeses, a fim de abastecer as cidades, gerou não somente revolta e uma feroz guerra civil no campo, como uma diminuição gradual da produção de cereais na Rússia. Os camponeses foram proibidos de vender livremente seus excedentes e os bolchevistas, exigindo cotas de produção acima das possibilidades do campo, empobreceu-os radicalmente, gerando escassez de alimentos. Os bolchevistas, através de uma incrível violência, torturando, matando e saqueando os agricultores, não somente confiscavam tudo que o camponês tinha, como não poupavam nem os grãos guardados para a o replantio de novas safras agrícolas. As regiões mais ricas da Rússia, como Tambov e outros arredores de Moscou, outrora grandes exportadores de cereais, por volta de 1920, ameaçava perecer pela fome. Os comissários da Tcheka, em memorandos direcionados a Lênin e Molotov, relatavam a incapacidade dos camponeses de oferecer seus grãos, já que não somente o campo tinha se desestabilizado, como simplesmente a produção agrícola decaído. No entanto, sabendo dessas informações, Lênin radicalizou o processo, obrigando cada vez mais os camponeses a darem suas cotas de produção onde eles não existiam mais. Antonov-Ovsenko, em uma carta sincera a um correligionário do partido, dizia que as exigências bolcheviques para a agricultura, em milhões de puds de cereais, eram tão além das expectativas da população, que ela simplesmente morreria de fome. E, de fato, foi o que ocorreu. Por volta de 1921 e 1922, 30 milhões de russos foram atingidos por uma crise de fome monstruosa, prontos a perecerem. O país caiu num caos completo. Rebeliões explodiam por todo a Rússia e arredores. Os marinheiros de Kronstadt se amotinaram e fizeram alianças com os camponeses insurretos e esfomeados. E a fúria da população era tanta, que os "comissários do povo" perdiam o controle de várias cidades russas, já que eram massacrados pela turba enraivecida. Numa dessas cidades, os grãos de alimentos confiscados apodreciam na estação ferroviária, enquanto a população morrendo de fome, enfrentando os tiros dados pelos soldados do exército vermelho, saqueavam tudo quanto viam. Enquanto isso, nas florestas da Rússia e Ucrânia, exércitos inteiros de camponeses atacavam os bolchevistas por arapucas.

Alguns intelectuais russos, com grande notoriedade mundial, reuniram-se numa comissão, para pedir a Lênin, que pressionasse, no sentido de ajuda internacional às vítimas da fome. Á primeira vista, o regime bolchevista não ficou interessado na história, porém, com a pressão da opinião pública internacional assistindo a tragédia do país, eles foram obrigados a conceder. Em parte por pressão internacional e, em parte, para pacificar o país esfomeado. Lênin fez concessões com relação ao confisco de alimentos. Todavia, reprimiu implacavelmente as revoltas camponesas. Fuzilamentos sumários de centenas de milhares de pessoas, assassinatos de famílias inteiras, deportações para os recém-construídos campos de concentração, e mesmo o uso de gás venenoso contra os agricultores rebelados, foram as variadas formas com que os bolcheviques esmagaram a resistência no campo. Quando a Cruz Vermelha e a ARA, Association Relief Association, norte-americana, trouxeram mantimentos, alimentando 11 milhões de pessoas por dia, já era um pouco tarde: cinco milhões já tinham perecido pela fome. Se não fosse a ajuda internacional e, em particular, a ajuda americana, com o apoio logístico do exército dos Eua, mais pessoas morreriam. Quanto a situação se pacificou, os bolchevistas prenderam os intelectuais russos que pediram a ajuda internacional, com a desculpa de que o regime soviético não queria concorrentes. Só não foram fuzilados, por causa, mais uma vez, da pressão pública internacional, e o regime soviético os expulsou do país com a roupa do corpo. A fome russa foi uma das maiores tragédias da história do século XX. Uma parte da população esformeada simplesmente foi reduzida ao canibalismo. Dizia-se que os camponeses famélicos arrancavam o fígado dos cadáveres para fazer patês e vender no mercado. Relatórios da Tcheka, a polícia política soviética, como algumas fotos, retratam esse estado de penúria, sem contar as famílias deportadas para a Sibéria, que definhavam pelo frio. Viam-se milhões de cadáveres espalhados pelo país, uma boa parte, de crianças. Algumas delas são retratadas em várias fotos chocantes, raquíticas, nuas, sujas, abandonadas.



Ucrânia, 1920: os bolchevistas exigem mais cotas de cereais aos camponeses, impagáveis para a safra insuficiente de grãos, e causam uma rebelião em massa e uma nova guerra civil. Kharkov, uma das cidades outrora mais ricas da Ucrânia, é subjugada pelo terror vermelho. Cadáveres abandonados de civis fuzilados pelos comunistas.


Esta foto foi tirada nos arredores de São Peterburgo, um pouco antes da Grande Fome de 1921, denunciando as condições monstruosas de vida do povo russo. O casal de camponeses simplesmente se alimentara dos dejetos do cadáver, incluindo, a cabeça do morto. Ademais, no auge da grande fome, canibalismo foi relativamente comum como meio de sobrevivência da população. Isso precederia os anos sombrios de Stalin, quando a coletivização forçada na agricultura, entre 1929 e 1932, gerou uma nova onda de fom e repressão política, matando outros milhões de civis soviéticos.



Crianças camponesas famintas, Rússia, 1921.




Os reflexos da Grande Fome do Volga, 1921: cadáveres das vítimas da fome, abandonados ao ar livre.




Cadáveres de crianças russas, vítimas da fome - 1921-1922.


A American Relief Association, junto com o exército americano, ajuda as vítimas da fome de 1921. Cerca de 11 milhões de pessoas foram alimentadas por conta de organização, salvando milhões de vidas.

2 comentários:

Ari disse...

Para os amantes da História,
dos direitos humanos,
dos ideais de justiça, respeito e dignidade
para os poetas, artistas, filósofos, professores, educadores
cantores, gente de todas as cores, amantes das liberdades individuais,
e para os estudantes e jovens tomarem este exemplo e nunca mais permitirem
que aconteça nada semelhante a estes fatos expostos neste Blog


São dez páginas de registros históricos da maior importância humana.
Como seres semelhantes nos fazem parecer outra espécie.

Nem todos conseguem, é claro, olhar para tudo que contém estas dez paginas.
Porém, quem não quiser ver, depois, não duvide da existência da perversidade por traz de "boas intenções"
tão em moda nestas plagas, ainda hoje em dia.

Consciência
J. A.

marcelo disse...

Realmente Ari,estou passado com a ambição doentia dos politicos."de esquerda" um nojo.